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	<title>Y Ikatu Xingu &#124; Salve a Água Boa do Xingu &#187; notícias</title>
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	<description>uma campanha de responsabilidade socioambiental compartilhada</description>
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		<title>Expedição mobiliza índios do Parque do Xingu para ver de perto experiências de reflorestamento</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Jun 2013 16:26:06 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[
ISA e Associação Terra Indígena Xingu (Atix) promovem encontro para apresentar aos índios do Parque Indígena do Xingu (PIX) parte dos resultados da Campanha YIkatu Xingu, que nasceu em 2004 e vem promovendo a recuperação de quase 3 mil hectares de nascentes e matas de beira de rio

Quando o ISA promoveu o Encontro das Nascentes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/06/Foto-12.jpg"><img src="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/06/Foto-12-300x200.jpg" alt="" title="" width="300" height="200" class="alignleft size-medium wp-image-4110" /></a><br />
<span id="more-4108"></span><em>ISA e Associação Terra Indígena Xingu (Atix) promovem encontro para apresentar aos índios do Parque Indígena do Xingu (PIX) parte dos resultados da Campanha YIkatu Xingu, que nasceu em 2004 e vem promovendo a recuperação de quase 3 mil hectares de nascentes e matas de beira de rio<br />
</em><br />
Quando o ISA promoveu o Encontro das Nascentes do Xingu, em Canarana (MT), em outubro de 2004, reuniu de maneira inédita grandes e pequenos produtores rurais, indígenas, agricultores familiares, pesquisadores, acadêmicos e representantes da sociedade civil. Surgiu desse evento a Campanha Y Ikatu Xingu, cuja proposta era recuperar e preservar as nascentes e matas ciliares do Rio Xingu, um movimento de responsabilidade social compartilhada, ou seja, com o comprometimento de todos os atores envolvidos. O encontro promovido pelo ISA e parceiros vinha atender a uma demanda dos índios, que estavam notando alterações na água do Xingu e afluentes, consequência do desmatamento nas nascentes, que ficam fora do PIX.<br />
Abrir o diálogo, construir a campanha, não foi tarefa fácil, mas agora, quase dez anos depois é possível constatar os bons resultados obtidos com as iniciativas executadas por meio de arranjos institucionais entre parceiros tão diferentes e concluir que valeu e vale a pena o esforço. Entre elas destacam-se o Projeto Aroeira e o Carbono Socioambiental do Xingu. Hoje, quase três mil hectares estão em processo de recuperação na Bacia do Xingu, constituindo-se em um processo inédito e ousado numa região com predominância da soja e da pecuária.<br />
<!--more--><a href="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/06/Foto-10.jpg"><img src="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/06/Foto-10-300x200.jpg" alt="" title="" width="300" height="200" class="alignleft size-medium wp-image-4117" /></a><br />
Entre 21 e 23 de maio, 33 lideranças indígenas das etnias Aweti, Ikpeng, Kaiabi, Kalapalo, Kisêdjê, Kamaiurá, Kuikuro, Matipu, Mehinaku, Nafukuá, Trumai, Waurá e Yudjá do Parque Indígena do Xingu (PIX) conheceram parte dos produtores rurais da região das cabeceiras que estão reflorestando suas áreas de nascentes e matas ciliares. Fizeram parte da expedição que acompanhou de perto o caminho percorrido pelas sementes depois que elas saem de suas aldeias e viram com os próprios olhos se está havendo recuperação das áreas.<br />
 <!--more--><a href="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/06/Foto-2.jpg"><img src="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/06/Foto-2-300x200.jpg" alt="" title="" width="300" height="200" class="alignleft size-medium wp-image-4120" /></a><br />
A expedição começou na Casa de Semente de Canarana-MT, onde são armazenadas e beneficiadas as sementes coletadas por indígenas e brancos que participam da (Rede de Sementes do Xingu ).<br />
A partir daí, durante três dias, o grupo visitou sete propriedades rurais nos municípios de Canarana e Querência que desenvolvem trabalhos de recuperação florestal. Os índios queriam conferir se os fazendeiros estavam mesmo recuperando suas matas.<br />
O ônibus da empresa Xavante seguiu para a fazenda Nossa Senhora Aparecida, na área rural de Canarana-MT. Como em uma coletiva de imprensa, todos os participantes fotografavam, filmavam e questionavam o proprietário Leonir Rebelato, conhecido como seu Pisca. Eles queriam saber porque o produtor resolveu cuidar da nascente de sua propriedade.<br />
<!--more--><a href="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/06/Foto-4.jpg"><img src="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/06/Foto-4-300x200.jpg" alt="" title="" width="300" height="200" class="alignleft size-medium wp-image-4121" /></a><br />
“Em 1994 eu pescava Trairão de 40 cm com meu filho de 5 anos. Quando ele completou 10 anos já não tinha peixe e nem água neste córrego”, conta. Rebelato começou a plantar sozinho as áreas em torno da nascente. Em 2007, com a ajuda da Rede Sementes plantou um corredor de 300 metros ao redor do córrego que corta a sua propriedade e desemboca no Rio Tanguro, um dos principais formadores do Rio Xingu. “Mais uns 8 anos e eu tenho certeza que meu neto vai poder pescar Trairão de 40 cm junto com meu filho”.<br />
<!--more--><a href="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/06/Foto-14.jpg"><img src="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/06/Foto-14-300x169.jpg" alt="" title="" width="300" height="169" class="alignleft size-medium wp-image-4122" /></a><br />
Em seguida, o ônibus seguiu para a fazenda de Amandio Micolino, ainda no município de Canarana-MT. “Vocês falam brasileiro?”, perguntou o proprietário a um grupo que descia do ônibus. Depois de ter certeza de que todos o entendiam, Micolino não parou mais de contar histórias. A chegada ao Mato Grosso na década de 1970, as dificuldades, a venda de meia dúzia de vacas para derrubar a mata nativa e plantar a primeira safra café. Hoje, parte da propriedade está arrendada para a soja e Micolino está empenhado em reflorestar parte do que foi derrubado. Já plantou mais de 7 hectares de floresta nos últimos quatro anos.<br />
Antes de o sol se por, a expedição fez mais uma parada, na fazenda Simoni (Canarana). Ali, quase três hectares foram plantados na beira da represa do Garapu. “Aqui todas as árvores estão ordenadas, parece uma fila”, observou Yabaiwa Yudjá, que vive na aldeia Tuba Tuba, no Baixo Xingu. A “fila” de árvores de pequi, caju, buriti, e outras tantas que crescem na área, indica o plantio mecanizado. A proprietária Teresinha Goldoni foi a primeira da região a usar a técnica desenvolvida pelo ISA, que utiliza a plantadeira no reflorestamento de espécies nativas.<br />
<a href="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/06/Foto-9.jpg"><img src="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/06/Foto-9-300x200.jpg" alt="" title="" width="300" height="200" class="alignleft size-medium wp-image-4124" /></a><br />
<strong>Reflorestamento em grande escala</p>
<p>O segundo dia da expedição começou na estrada e foram mais de três horas de viagem até a chegada no município de Bom Jesus do Araguaia, onde fica uma das fazendas do grupo Agropecuária Fazenda Brasil (AFB). Os proprietários chegaram ao Mato Grosso há menos de 10 anos para investir no negócio da soja e gado em 20 mil hectares espalhados por fazendas. Na intenção de manter o alinhamento das propriedades rurais com a legislação ambiental o grupo criou um departamento exclusivo na empresa destinado à adequação ambiental. Artemizia Moita, responsável pela área no grupo Agropecuára Fazenda Brasil, conta que meio milhão de reais foram investidos na restauração florestal de 185 hectares. Nos próximos anos, mais 247 hectares terão de ser restaurados ao redor das Áreas de Preservação Permanente (APPs), medida necessária para que a propriedade se adeque às leis ambientais e aos mercados mais exigentes.<br />
“Estou aqui hoje pra agradecer o trabalho de vocês. Nós não teríamos como recuperar estas áreas sem as sementes que vocês coletam lá na aldeia”, disse aos indígenas.<br />
Os índios do PIX conhecem bem o trabalho de coleta. Eles começaram a participar da Rede de Sementes logo no início de sua implantação e 17 aldeias já fornecem parte do que os produtores plantam no entorno.<br />
Tukupe Waura é responsável pela coleta na aldeia Piyulewene, onde vivem, segundo ele, quase 60 pessoas, a maioria mulheres e crianças. “Ver o que os brancos estão fazendo com as sementes que nós colhemos na aldeia, estimula a gente a querer coletar mais”. </p>
<p></strong>Colonização sulista e a soja</p>
<p>A expedição seguiu, então, para o município de Querência e lá, o produtor Valmir Schneider, com sotaque sulista carregado, contou aos indígenas o que levou seu avô a migrar com toda a família em direção à região central do País.<br />
“Meu avô recebeu incentivo do governo para desmatar. Só recebia financiamento quem derrubasse floresta pra criar gado ou plantar soja”. Este foi o caminho de muitas famílias da região sul, que fugiam do alto preço da terra, da falta de crédito e da expansão dos grandes latifúndios sobre as pequenas propriedades.<br />
A expansão da soja na região está vinculada aos incentivos do governo federal para produtores rurais do Sul do País, que migraram para o norte do Mato Grosso atraídos pelos projetos de colonização na década de 1980.<br />
As conversas aconteceram em tom de respeito absoluto. Os índios ouviam atentos as histórias de vida do fazendeiro e com a mesma atenção Schneider ouviu o conselho de um dos índios. “Seu avô deixou esta terra pra você, você tem que deixar de herança para os seus filhos e netos uma forma diferente de cuidar desta terra, com respeito, cuidando da natureza”, disse Mutuá Kuikuro. </p>
<p><strong>Próximos passos<br />
<a href="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/06/Foto-17.jpg"><img src="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/06/Foto-17-300x169.jpg" alt="" title="" width="300" height="169" class="alignleft size-medium wp-image-4125" /></a><br />
No terceiro e último dia da expedição, o grupo seguiu para a fazenda Rica, também em Querência, a mais próxima da aldeia Ngôjwerê, localizada na Terra Indígena Wawi, encostada nos limites do PIX e onde vive a maior parte do povo Kisêdjê.<br />
“Hoje as lideranças de quase todo o Xingu puderam ver o que os filhos e netos dos brancos que ocuparam esta terra estão fazendo de diferente dos seus velhos e vão poder chegar na aldeia e contar pro seu povo o que está acontecendo no entorno do lugar onde a gente vive”, resumiu Winti Suyá Kisêdjê, presidente da Atix.<br />
Já Matareiup Kaiabi, que trabalhou por muitos anos na fiscalização indígena dos limites do parque, testemunhou a velocidade do processo de colonização. Em menos de 40 anos, ele viu o PIX se transformar em uma ilha verde, cercada por desmatamento, degradação dos rios e surgimento de dezenas de malhas ferroviárias no seu entorno. Ele afirmou que voltaria para casa com a certeza de que o trabalho de coleta das sementes nas aldeias representa a possibilidade de um futuro diferente para a região. “Vou contar principalmente para as mulheres, que entram na mata com suas crianças para colher semente, que o esforço delas não foi à toa, está dando resultado”.<br />
Em uma grande roda embaixo de uma mangueira da fazenda Rica, os indígenas conversaram sobre os resultados da expedição. Mutuá Kuikuro, mestre em antropologia e professor nas aldeias do Alto Xingu traduziu o encontro de maneira muito positiva. “Sem a aproximação dos brancos, eles sempre vão pensar que índio é empecilho no desenvolvimento deles na região, e eu digo isso<br />
diante do nosso grande chefe e cacique Kuiussi [dos índios Kisêdjê], que aguentou esta longa viagem, representando nossa raiz de luta e referência para nós jovens. Agora a gente pode dizer que o trabalho do Y Ikatu Xingu tem que continuar. A gente precisa ampliar este trabalho, trazer para mais pontos de reflorestamento e mais encontros com os fazendeiros.”<br />
Após a expedição, os participantes sugeriram que o encontro se torne permanente. Os índios querem que os fazendeiros conheçam o trabalho de coleta de sementes que realizam nas aldeias.<br />
<a href="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/06/Foto-7.jpg"><img src="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/06/Foto-7-300x200.jpg" alt="" title="" width="300" height="200" class="alignleft size-medium wp-image-4126" /></a></p>
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		<title>Nova edição do Dia de Campo mostra que Reserva Legal pode ser produtiva</title>
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		<pubDate>Fri, 24 May 2013 16:16:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nova edição do Dia de Campo mostra que Reserva Legal pode ser produtiva
Por Letícia Leite &#8211; ISA
Iniciativa pioneira no Mato Grosso está virando referência para a Amazônia Legal Brasileira: a Fazenda Angaiá, em Canarana, abre as portas para pesquisa na produção e restauração em sua área de Reserva Legal 
A segunda edição do Dia de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span id="more-4088"></span><strong>Nova edição do Dia de Campo mostra que Reserva Legal pode ser produtiva</strong><br />
Por Letícia Leite &#8211; ISA<br />
<div id="attachment_4092" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/05/13688835546574.jpg"><img src="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/05/13688835546574-300x168.jpg" alt="" title="Dia de Campo 1" width="300" height="168" class="size-medium wp-image-4092" /></a><p class="wp-caption-text">Grupo percorre plantios experimentais na Reserva Legal da Fazenda Angaiá</p></div><br />
Iniciativa pioneira no Mato Grosso está virando referência para a Amazônia Legal Brasileira: a Fazenda Angaiá, em Canarana, abre as portas para pesquisa na produção e restauração em sua área de Reserva Legal </p>
<p>A segunda edição do Dia de Campo, encontro promovido pelo ISA, Grupo Cunha, Embrapa Agrossilvipastoril, Secretaria da Agricultura e Meio Ambiente de Canarana e Pioneer Sementes, aconteceu neste sábado (18/5) em Canarana (MT). Trata-se de um projeto desenvolvido desde 2011 pela equipe da Embrapa em parceria com o ISA, de plantio de diferentes espécies em 14 hectares da área de Reserva Legal da Fazenda Angaiá, do Grupo Cunha. O monitoramento é realizado periodicamente. “No próximo ano algumas sementes e frutos das árvores de caju, por exemplo, já vão poder trazer retorno financeiro e no final de 2016 os eucaliptos devem ser manejados”, explica o pesquisador da Embrapa Ingo Isernhagem, coordenador do projeto. A primeira edição do Dia de Campo aconteceu em junho do ano passado. </p>
<p>Por meio do projeto será possível avaliar os aspectos econômicos e ecológicos da área restaurada durante 12 anos. “O Mato Grosso precisa de conhecimento técnico e científico sobre restauração. Este projeto é pioneiro e aqui eu sinto que posso fazer a diferença”, explica Mario Cava, que é mestrando em ciência florestal da Universidade Estadual Paulista (Unesp). </p>
<p>Em campo, estudantes, produtores rurais da região, técnicos da área agrícola e pesquisadores percorreram os diferentes modelos de plantio. “O Dia de Campo é mais uma oportunidade para mostrar que a Reserva Legal não precisa nem deve ser uma área intocada da propriedade, uma interpretação equivocada da legislação, mas pode servir como fonte de renda complementar”, explica Rodrigo Junqueira, coordenador adjunto do programa Xingu- ISA.</p>
<p>A decisão do proprietário de investir na restauração é empreendedora e vai além da adequação à lei. As fazendas do Grupo Cunha já possuíam as áreas de Reserva Legal delimitadas e preservadas ou em processo de recuperação, computando os 35 % exigidos legalmente nessa região de Mato Grosso, assim como as Áreas de Preservação Permanente. “Além de sermos o guardião da nossa Reserva Legal também podemos ter um aproveitamento econômico de produção tanto nos frutos e sementes das espécies nativas como também de madeira”, explica Paulo Rodrigues da Cunha.<br />
<div id="attachment_4096" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/05/13688848159293.jpg"><img src="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/05/13688848159293-300x168.jpg" alt="" title="Dia de Campo" width="300" height="168" class="size-medium wp-image-4096" /></a><p class="wp-caption-text">Ingo Isernhagem (Embrapa) fala sobre as diferentes técnicas e custos de plantio em Reserva Legal</p></div><br />
Reduzir os custos de implantação em larga escala ainda é um desafio para os cientistas que buscam desenvolver técnicas ecológicas e viáveis para o produtor. O experimento na Fazenda Cunha conta com seis tipos de tratamentos e os investimentos iniciais variaram de R$200,00 a R$3.500,00 de acordo com o valor das mudas e manutenção de plantio da área. Dois deles avaliam a semeadura direta de espécies florestais nativas em consórcio com adubos verdes. Outros três avaliam áreas com plantio de mudas, sendo dois em consórcio com espécies exóticas como o mogno-africano e o eucalipto. O último avaliará a condução de regeneração natural da reserva.</p>
<p>“Ao testarmos os vários modelos propostos, será possível avaliar a relação custo/benefício das diferentes técnicas e arranjos”, explica a bióloga Natália Guerin, do Programa Xingu do ISA.</p>
<p>O Dia de Campo também é uma oportunidade de aproximar produtores rurais de jovens estudantes da região. “É muito curioso verificar na prática o que a gente aprende na teoria, ver quais espécies são mais caras e quais são viáveis”, afirma o estudante de agropecuária Gracildo Cunha. Ele participou do encontro com outros 30 alunos da Escola Técnica de Agropecuária de Canarana. O grupo visitou ainda uma estação da Pioneer para apresentação de boas práticas do milho safrinha. </p>
<p>O evento faz parte das ações do projeto “Preparando o Brasil para o Redd”, que conta com a participação da TNC (The Nature Conservancy), Instituto Socioambiental (ISA), ICV (Instituto Centro de Vida), Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e Fundo para Defesa Ambiental (EDF). O projeto tem apoio da Usaid (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional).</p>
<p><a href='https://www.youtube.com/watch?v=mMhNOh-Atao' >Confira o Dia de Campo no vídeo</a></p>
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		<title>1ª Mostra Socioambiental Araguaia</title>
		<link>http://www.yikatuxingu.org.br/2013/05/16/1%c2%aa-mostra-socioambiental-araguaia/</link>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 13:44:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ 
Dia 25 de maio a cidade de São Felix do Araguaia recebe a 1ª Mostra Socioambiental Araguaia. Produtos da agricultura familiar, troca de saberes sobre o uso de plantas medicinais, exposições e muitas outras atrações estão na programação. Participe!
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span id="more-4073"></span> <a href="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/05/mostra-final1.jpg"><img src="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/05/mostra-final1-300x212.jpg" alt="" title="mostra final" width="300" height="212" class="alignleft size-medium wp-image-4072" /></a><br />
<more>Dia 25 de maio a cidade de São Felix do Araguaia recebe a 1ª Mostra Socioambiental Araguaia. Produtos da agricultura familiar, troca de saberes sobre o uso de plantas medicinais, exposições e muitas outras atrações estão na programação. Participe!</p>
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		<title>Municípios se capacitam para realizar a adequação ambiental de propriedades rurais</title>
		<link>http://www.yikatuxingu.org.br/2013/04/26/lucas-do-rio-verde-e-sao-felix-do-xingu-se-capacitam-para-realizar-a-adequacao-ambiental-de-suas-propriedades-rurais/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Apr 2013 17:26:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Entre março e abril de 2013 foram realizados os últimos módulos do curso de Restauração Ecológica e Adequação Ambiental em Lucas do Rio Verde (MT) e em São Félix do Xingu (PA), numa parceria entre ISA e TNC. Legislação ambiental, diagnóstico de áreas degradadas e técnicas de restauração florestal foram temas abordados ao longo de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span id="more-4062"></span><i>Entre março e abril de 2013 foram realizados os últimos módulos do curso de Restauração Ecológica e Adequação Ambiental em Lucas do Rio Verde (MT) e em São Félix do Xingu (PA), numa parceria entre ISA e TNC. Legislação ambiental, diagnóstico de áreas degradadas e técnicas de restauração florestal foram temas abordados ao longo de três módulos por meio de aulas teóricas e atividades práticas em campo. Agora, os municípios se organizam para colocar a teoria em prática</i></p>
<p>Por Instituto Socioambiental/ISA</p>
<p>Os últimos anos foram marcados por discussões acirradas sobre as alterações no Código Florestal. Foram três anos de intensas mobilizações até que a Lei 12.651/12 fosse aprovada com um texto que deve ter deixado feliz a bancada ruralista do Congresso Nacional, pois anistia parte dos desmatamentos cometidos antes de 2008, reduz as áreas protegidas dentro de propriedades privadas e abre brecha para que sejam feitos novos desmatamentos. (<strong><a href="http://www.socioambiental.org/pt-br/blog/blog-do-isa/o-novo-codigo-e-o-remendo-florestal">leia mais</a></strong>) Mas apesar de ter passado pelos parlamentares, esses e outros pontos estão sendo questionados no Supremo Tribunal Federal (STF) e sua regulamentação ainda está em discussão no governo.</p>
<p>Apesar desse cenário ainda cheio de indefinições, em Mato Grosso e no Pará, alguns municípios, como Lucas do Rio Verde (MT) e São Félix do Xingu (PA), têm apostado na adequação de suas propriedades rurais. Iniciativas ainda tímidas, mas que apontam uma disposição para cumprimento da lei – ainda que a regularização não tenha avançado no governo federal. </p>
<p><div id="attachment_4064" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/04/DSCN1078.jpg"><img src="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/04/DSCN1078-300x205.jpg" alt="" title="DSCN1078" width="300" height="205" class="size-medium wp-image-4064" /></a><p class="wp-caption-text">Em São Félix do Xingu (PA) grupo finaliza curso de adequação ambiental. Foto: Antonio Melo</p></div>Para tanto, ISA e TNC (The Nature Conservancy) realizaram a capacitação de técnicos das prefeituras desses municípios para contribuir para a implantação efetiva da adequação ambiental das propriedades rurais, com enfoque na restauração das áreas legalmente protegidas, as chamadas Áreas de Preservação Permanentes (APPs) e Reserva Legal (RL). </p>
<p>Ao longo de três módulos, realizados entre 2012 e 2013, o curso de Restauração Ecológica e Adequação Ambiental abordou a legislação ambiental, o diagnóstico de áreas degradadas e as técnicas de restauração florestal por meio de aulas teóricas e atividades práticas em campo (<strong><a href="http://site-antigo.socioambiental.org/nsa/detalhe?id=3701">saiba mais</a></strong>). A última etapa, realizada entre os meses de março e abril, trabalhou o monitoramento dessas áreas.</p>
<p>“O curso chegou no momento certo, dando início a um debate importante sobre a estratégia de restauração do município. Se mostrou que não existe uma solução única, mas que precisa de uma abordagem diversificada e adaptada às diferentes condições ecológicas e econômicas”, disse Konstantin Ochs, consultor da GIZ que participou do módulo paraense.</p>
<p>Cerca de 40 pessoas participaram dos dois processos ao longo dos três módulos. Em Lucas do Rio Verde, participaram técnicos das prefeituras de Sorriso, Alta Floresta, Sapezal, Nova Ubiratã, Nova Mutum, do Sindicato Rural de Tapurah, além de técnicos da Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Mato Grosso, da Embrapa e da Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat). Já em São Felix do Xingu participaram técnicos da Secretaria de Meio Ambiente, da Secretaria de Agricultura, da Adafax (Associação para Desenvolvimento da Agricultura Familiar do Alto Xingu), da TNC, do grupo Marfrig, além de consultores do Ministério do Meio Ambiente e agricultores.</p>
<p>“Em tempos de indefinição sobre as consequências do novo Código Florestal foi bastante positivo envolver um leque de parceiros em Lucas do Rio Verde e São Félix do Xingu, na perspectiva de disseminar conteúdos e práticas relativas à cadeia da restauração florestal”, avalia o coordenador adjunto do Programa Xingu, do ISA, Rodrigo Junqueira. </p>
<p>Lucas do Rio Verde e São Félix do Xingu estão avançados no cadastramento das propriedades. Os municípios têm, respectivamente, mais de 50% e 80% de suas propriedades registradas no Cadastro Ambiental Rural (CAR) – que é o primeiro passo para a adequação ambiental. Mas Junqueira lembra que só o CAR não é suficiente para efetivar esse processo no chão. “Cursos como esses podem contribuir para que técnicos e produtores estejam mais preparados para essa mudança nos municípios”, diz.</p>
<p>“Essa capacitação foi um primeiro passo para dar sequência ao CAR e colocar no chão o que de fato ele representa, que é a regularização ambiental. Além disso, em Mato Grosso, por exemplo, o CAR gera os Projetos de Recuperação de Áreas Degradadas (PRADs) estabelecidos nos Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) assinados pelos produtores. Com tudo isso, além de recuperar áreas degradadas, os produtores rurais facilitam a comercialização do seu produto e a obtenção de financiamento e num futuro, poderão, com isso, até agregar mais valor ao seu produto”, acrescenta  Natalia Guerin, bióloga responsável pelos trabalhos de restauração florestal do Programa Xingu, do ISA.</p>
<p><strong>Monitoramento</strong><br />
<div id="attachment_4063" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/04/parte-pratica_-monitoramento-da-área-implantada-no-outro-modulo.jpg"><img src="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/04/parte-pratica_-monitoramento-da-área-implantada-no-outro-modulo-300x225.jpg" alt="" title="parte pratica_ monitoramento da área implantada no outro modulo" width="300" height="225" class="size-medium wp-image-4063" /></a><p class="wp-caption-text">Grupo faz monitoramento de área implantada no módulo anterior. Foto: Natalia Guerin/ISA</p></div>Fazer o acompanhamento das áreas implantadas é uma etapa importante no processo de adequação ambiental das propriedades rurais. Ele ajuda a avaliar os projetos de restauração e a eficácia da técnica utilizada. Antonio Carlos Galvão, pesquisador da Fundação Florestal, órgão da Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo especialista em restauração ecológica e parceiro na execução do curso, afirma que o ISA e as instituições parceiras estão contribuindo para a disseminação do conhecimento nessa área.</p>
<p>“Entre Lucas do Rio Verde e São Félix do Xingu temos algumas diferenças importantes em termos de demanda por restauração, como os biomas, por exemplo. Há predominância de cerrado, em Lucas do Rio Verde, e floresta, em São Félix do Xingu. Além disso, a demanda e a realidade são distintas, em Mato Grosso o enfoque se deu para a realidade de grandes propriedades com alta produção de grãos, já no Pará, o foco são as áreas de pecuária e a agricultura familiar. O curso se adequou às necessidades dos lugares e públicos-alvo. E ao disponibilizar sua expertise nas técnicas de plantio, o ISA e as instituições parceiras desse curso, vem dando sua colaboração para a disseminação dos conhecimentos em ecologia da restauração”, disse.</p>
<p>Em Lucas do Rio Verde o curso foi direcionado a um público que atua diretamente com os grandes produtores de grãos da região, para o qual o maior entrave atual é regularizar as propriedades para comercialização da produção e para obtenção de financiamento.  Já em São Felix do Xingu, os projetos em desenvolvimento são, em sua maioria, voltados aos produtores da agricultura familiar, cujos principais objetivos são de retorno econômico, respeitando a legislação ambiental vigente.</p>
<p>“Fizemos um amplo debate sobre os métodos mais adequados para a realidade da nossa região. Temos agora o desafio de integrar as iniciativas de restauração que estão em andamento em São Félix do Xingu e estabelecer parâmetros para monitorar essas áreas”, afirma Marco da Silva, consultor do Ministério do Meio Ambiente.</p>
<p>O curso ocorreu no âmbito do projeto “Preparando o Brasil para o Redd”, liderado pela TNC e que tem o ISA como um de seus parceiros. O projeto tem apoio da Usaid e conta ainda com a parceria do Instituto Centro de Vida, Fundo Nacional para Biodiversidade e Environmental Defense Fund.</p>
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		<title>Nenhum dia mais é dia do índio</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Apr 2013 14:09:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Artigo de Márcio Santilli publicado na seção Tendências e Debates do jornal Folha de S. Paulo, de 19 de abril de 2013
Com o fim da ditadura, o Dia do Índio foi adotado como ocasião oportuna para os governos apresentarem um balanço do que andam fazendo a respeito e, via de regra, aproveitarem a visibilidade do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span id="more-4056"></span><i>Artigo de Márcio Santilli publicado na seção Tendências e Debates do jornal <strong>Folha de S. Paulo</strong>, de 19 de abril de 2013</i></p>
<p><div id="attachment_4057" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/04/huka_huka_0.jpg"><img src="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/04/huka_huka_0-300x187.jpg" alt="" title="huka_huka_0" width="300" height="187" class="size-medium wp-image-4057" /></a><p class="wp-caption-text">Huka-huka no I Festival de Culturas Xinguanas, em 2011. Foto: Ana Lucia Gonçalves-ISA</p></div>Com o fim da ditadura, o Dia do Índio foi adotado como ocasião oportuna para os governos apresentarem um balanço do que andam fazendo a respeito e, via de regra, aproveitarem a visibilidade do assunto para anunciar demarcações de terras indígenas (TIs). Cumprimento, ainda que lento, da Constituição.</p>
<p>Há também os que consideram a homenagem uma forma hipócrita de afagar aqueles a quem se negam direitos nos demais dias do ano: “todo dia era dia de índio”. Ou, deveria ser, pois são atores vivos do presente e do futuro, não apenas do passado. Em 2012, no entanto, a presidente Dilma preferiu nem realizar qualquer cerimônia, muito menos anunciar alguma demarcação. Pouco depois, homologou sete TIs, num total de pouco mais de 900 mil hectares. E seguiu-se um ano duro para os índios, com os processos fundiários quase paralisados, nenhum investimento sério na gestão das terras demarcadas, imposição de obras impactantes sem consulta e com condicionantes fictícios.</p>
<p>Nunca antes na história deste país, porém, havíamos assistido a uma semana do índio como esta, de 2013, antecedida do envio da Força Nacional para aterrorizar aldeias dos índios Munduruku, que se opõem à implatanção de mais de hidrelétricas no Rio Tapajós (PA), o que o transformará numa sequência de lagos mortos que inundariam parte das suas terras. Enquanto isso, o presidente da Câmara, Henrique Alves, anunciou a instalação de uma comissão para analisar uma proposta de emenda à Constituição visando travar, no Congresso, a demarcação de TIs. Uma emenda para descumprir o princípio constitucional. Depois da ocupação do plenário da Câmara por manifestantes revoltados com a medida, Alves suspendeu a discussão do assunto por seis meses.</p>
<p>Vale destacar o esforço da Fundação Nacional do Índio (Funai), neste ano, para identificar as terras dos Guarani Kaiowá, etnia mais numerosa do Brasil e que dispõe de menor extensão de áreas do que as destinadas aos assentados da reforma agrária do Mato Grosso do Sul. Já o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em vez de tomar a decisão política de oficializar essas terras, que cabe a ele e não à Funai, prefere receber ruralistas, acolher interesses contrariados e fragilizar a posição da órgão vinculado ao seu ministério. Em 28 meses de governo, ele delimitou apenas duas TIs, num total de 5 mil hectares. Até o momento, é o ministro mais omisso, desde o final da ditadura, no que se refere ao provimento de justiça.</p>
<p>Pior ainda foi a atuação da Advocacia Geral da União (AGU), que, na esteira de escandalosos pareceres produzidos para atender interesses escusos, também expediu uma portaria para generalizar restrições às demarcações. Em vista de intensos protestos, a AGU acabou suspendendo a norma, sem, no entanto, reconhecer e revogar o dano pretendido às TIs, que são bens da União.</p>
<p>Também cabe um destaque positivo para a retirada de invasores da terra Marãiwatséde, dos Xavante (MT), para a qual foi decisiva a ação articulada de vários órgãos, por meio da Secretaria Geral da Presidência. Mas não há como atender à demanda acumulada por uma secretaria sem estrutura executiva. Os pontos de apoio que restam aos índios dentro desse governo estão remando contra a corrente.</p>
<p>Atravessamos conjunturas diversas e adversas para os direitos indígenas no período democrático mais recente. Mas o atual governo é o primeiro a renunciar à responsabilidade histórica e à obrigação constitucional de tutelar os direitos das minorias, cujo destino foi relegado às correlações locais de força e à sanha dos seus inimigos. Assim, nenhum dia mais será dia de índio.</p>
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		<title>Filme sobre barragens no Brasil e Turquia é lançado nesta sexta-feira</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Apr 2013 15:50:29 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O Rio Tigre e Xingu são o cenário do filme Damocracy. O documentário se propõe a explicar porque grandes usinas hidrelétricas não são produtoras de energia &#8220;verde&#8221; e “limpa”. O cineasta americano Todd Southgate registrou o que o mundo pode perder com a implantação das usinas hidrelétricas de Belo Monte, na Amazônia e Ilisu, na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span id="more-4052"></span>O Rio Tigre e Xingu são o cenário do filme Damocracy. O documentário se propõe a explicar porque grandes usinas hidrelétricas não são produtoras de energia &#8220;verde&#8221; e “limpa”. O cineasta americano Todd Southgate registrou o que o mundo pode perder com a implantação das usinas hidrelétricas de Belo Monte, na Amazônia e Ilisu, na Mesopotânea. De um lado do continente uma seca permanente no rio Xingu, do outro o afundamento de uma cidade na Turquia. Damocracy é produzido por Doga Dernegi, em colaboração com o movimento Damocracy, Amazon Watch, International Rivers, RiverWatch, Movimento Gota D&#8217;Água (Drop of Water), Movimento Xingu Vivo para Sempre (MXVPS )Instituto Socioambiental (ISA).</p>
<p>O lançamento online de &#8220;Damocracy&#8221; é nesta sexta-feira, 19, às 10h, no youtube.</p>
<p><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/K-IHOEPrKNQ" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Governo faz entrega simbólica de terra aos Xavante em meio a luto na aldeia por morte de crianças</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Apr 2013 16:35:04 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Apesar dos graves problemas que os Xavante da Marãiwatséde vêm enfrentando em relação à saúde, comitiva governamental visita Terra Indígena para comemorar a desintrusão, que aconteceu em janeiro último, depois de quase 50 anos de ocupação ilegal
Por Christiane Peres, ISA
A aldeia deveria estar em festa, mas é tempo de luto em Marãiwatséde. Localizada no nordeste [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span id="more-4033"></span><i>Apesar dos graves problemas que os Xavante da Marãiwatséde vêm enfrentando em relação à saúde, comitiva governamental visita Terra Indígena para comemorar a desintrusão, que aconteceu em janeiro último, depois de quase 50 anos de ocupação ilegal</i></p>
<p>Por Christiane Peres, ISA</p>
<p>A aldeia deveria estar em festa, mas é tempo de luto em Marãiwatséde. Localizada no nordeste do Estado de Mato Grosso, a Terra Indígena foi definitivamente devolvida aos Xavante em janeiro deste ano, após <strong><a href="http://www.socioambiental.org/nsa/detalhe?id=3722">processo de desintrusão determinado pela Justiça em 2012</a></strong> – motivo de alegria para os mais de 800 indígenas que agora reconquistaram os 167 mil hectares da área. Os dias, porém, têm sido de apreensão. A saúde na aldeia anda em baixa e só neste início de ano três crianças já morreram.</p>
<p><div id="attachment_4035" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/04/DSC9984.jpg"><img src="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/04/DSC9984-300x199.jpg" alt="" title="_DSC9984" width="300" height="199" class="size-medium wp-image-4035" /></a><p class="wp-caption-text">Aproximadamente 30% das crianças da aldeia estão desnutridas. Foto: Alexandre Macedo</p></div>Os quadros clínicos variam principalmente entre vômito, diarreia e desnutrição. De acordo com a técnica de enfermagem Sandra Pinheiro, 184 indígenas, de 0 a 5 anos, estão desnutridos em Marãiwatséde, o que corresponde a aproximadamente 30% das crianças da aldeia.</p>
<p>Em meio a este cenário, na última sexta-feira (5), uma comitiva governamental – composta pelo ministro chefe da Secretaria Geral da Presidência da República Gilberto Carvalho; pelo secretário nacional de Articulação Social, Paulo Maldos; pelo secretário nacional de Saúde Indígena (Sesai), Antônio Alves; pela procuradora do Ministério Público Federal de Mato Grosso (MPF/MT), Márcia Brandão Zollinger; pelo assessor especial do Ministério da Justiça (MJ), Marcelo Veiga; e pelos diretores da Funai de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável (DPDS/Funai), Maria Augusta Assirati, e de Proteção Territorial (DPT/Funai), Aluísio Azanha – realizou uma cerimônia simbólica de &#8220;entrega da terra&#8221; aos Xavante. A desintrusão da TI, levada a cabo pela Secretaria Geral da Presidência da República, foi um dos poucos atos positivos do governo Dilma em relação aos povos indígenas.</p>
<p>&#8220;Obrigado por nos permitir esse momento de alegria, de confraternização. De poder devolver as terras que são legítimas de vocês&#8221;, disse o secretário Especial de Saúde Indígena, Antônio Alves, em discurso que também destacou a saúde das crianças da aldeia, destoando do luto dos Xavante nos últimos tempos.<br />
Doenças diarreicas e respiratórias, agravadas por quadros de desnutrição, são hoje as principais causas de morte de crianças nas aldeias brasileiras, segundo o I Inquérito Nacional de Saúde e Nutrição Indígena. O estudo, realizado pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca da Fundação Oswaldo Cruz (ESPN/Fiocruz), aponta que os indicadores da saúde indígena são até três vezes piores que a média nacional. As análises mostram ainda que uma a cada três crianças indígenas, de 0 a 5 anos, apresenta um quadro grave de desnutrição.</p>
<p><strong>Obesidade de um lado, desnutrição de outro</strong></p>
<p>&#8220;A princípio, criança indígena mama até começar a andar, pelo menos. Agora a grande ocorrência de desnutrição se dá no desmame, porque há uma mudança drástica nos hábitos alimentares dos povos indígenas. Entre os Xavante isso é ainda mais evidente, pois eles tiveram seu território todo recortado em ilhas e praticamente não há caça mais. O consumo de arroz, refrigerante, biscoitos aumentou muito. Então, você tem de um lado a obesidade nos adultos e de outro a desnutrição nas crianças&#8221;, explica o médico sanitarista Douglas Rodrigues, coordenador do Projeto Xingu e chefe da unidade de Saúde e Meio Ambiente do Departamento de Medicina Preventiva da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).</p>
<p>De acordo com artigo publicado pelos pesquisadores do estudo sobre saúde indígena na revista <i>BMC Public Health</i>, as disparidades entre os indicadores estão relacionadas à falta de acesso aos serviços básicos, sobretudo, às más condições sanitárias em que vivem a maioria das populações indígenas e à falta de acesso à água potável.</p>
<p>A água em Marãiwatséde é um caso a parte. Os córregos próximos à aldeia, usados por crianças, adultos e idosos para banho, para lavar roupa e para consumo estão poluídos e há suspeita ainda de contaminação por agrotóxicos, pulverizados pelas fazendas vizinhas à Terra Indígena. Dos dois poços artesianos existentes, apenas um abastece os indígenas – e nem sempre tem água.</p>
<p>&#8220;A questão da água está diretamente ligada aos problemas de saúde aqui. De manhã as pessoas tomam água do poço. De tarde, não tem mais água, os índios tomam água do córrego. E quando tomam água do córrego, aumentam muito os casos de diarreia&#8221;, conta Sandra.</p>
<p><strong>Água contaminada</strong></p>
<p>Apesar de a água ser um fator importante para o aumento dos casos de diarreia na aldeia, Rodrigues alerta que nos casos infantis, geralmente, elas são virais e sua evolução é ainda mais rápida quando a criança está desnutrida.</p>
<p>&#8220;A gente leva pro hospital, mas depois de uns dias eles mandam a gente de volta. Aí a doença continua e foi assim que as crianças morreram&#8221;, relata Daduwari, filho do cacique Damião Paridzané e vereador de Bom Jesus do Araguaia.</p>
<p>O tratamento, muitas vezes trivial nos centros urbanos, vira um problema nas aldeias. Rodrigues lembra que o soro caseiro resolve a desidratação, mas nesses casos, precisa ser administrado de forma lenta pela equipe de saúde.</p>
<p>Enquanto isso, os quadros se agravam. &#8220;Precisamos de uma solução para o problema da saúde. Deste jeito está muito ruim. Saúde é só política. Nós somos usados e jogados. Hoje o vento está contaminado. Quem acabou com a floresta? Foi fazendeiro grande. Hoje as crianças estão fracas e magras. Eu cresci gordo, sadio e alto. Mas hoje acabaram com a natureza que é a nossa defesa. Eu quero posto de saúde e poço de água aqui. Já sofremos muito&#8221;, reclama o cacique Damião, que desde a desintrusão perdeu dois netos.</p>
<p>Para Luiz Soares, coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena Xavante (DSEI Xavante), estrutura ligada à Sesai, o número de casos de diarreia nas populações indígenas se resume a uma &#8220;questão cultural&#8221;. Apesar de entender a gravidade da situação, Soares afirma que o consumo de água contaminada é uma opção dos indígenas. &#8220;Muitas vezes, o agente indígena de saneamento se esquece de ligar a bomba e a população fica sem água. E eles acham melhor tomar água do córrego, mesmo que ela não seja boa, limpa, porque é da natureza. Isso é da cultura deles&#8221;, afirma.</p>
<p><strong>Agrotóxicos são os vilões<br />
</strong><br />
A Sesai analisou a qualidade da água dos poços e córregos de Marãiwatséde após denúncias sobre pulverização de agrotóxicos por avião nas proximidades da Terra Indígena, rodeada por plantações de soja. &#8220;O exame da água do poço artesiano foi positivo, vocês podem continuar utilizando, pois a água é de qualidade. Mas a água do rio, do riacho, não é de boa qualidade, portanto é uma água que está contaminada. Estão fazendo uma investigação para saber se tem agrotóxico ou não, mas tem uma bactéria lá, chamada coliforme, que pode causar diarreia&#8221;, alertou Antônio Alves durante a cerimônia do dia 5 de abril.</p>
<p>Mato Grosso é o maior consumidor brasileiro de agrotóxicos porque é o maior produtor de soja, milho e gado; seguido de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Tocantins e Minas Gerais.</p>
<p>A situação é tão grave no Brasil que, além de serem encontrados nos alimentos, na água, no solo e no ar, os agrotóxicos foram detectados, inclusive, no leite materno em Lucas do Rio Verde (MT) alguns anos atrás. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), para cada caso de intoxicação por agrotóxico registrado, 50 outros acontecem, mas não são catalogados. A OMS também revela que cerca de 200 mil pessoas morrem anualmente pela ingestão de agrotóxicos e outras três milhões sofrem intoxicações agudas.</p>
<p>&#8220;Mas agrotóxico é outro problema. Não vai dar diarreia&#8221;, aponta Rodrigues. Câncer, descontrole da tireoide, do sistema neurológico em geral, surdez, diminuição da acuidade visual e até mesmo Mal de Parkinson são alguns possíveis problemas de saúde causados pela ingestão de agrotóxicos.</p>
<p>Uma Instrução Normativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) – a IN n. 2, de 2008 – permite a pulverização de agrotóxicos por avião a, no mínimo, 500 metros de distância das nascentes de águas, onde moram populações e em que há criação de animais. Isso, na maioria das vezes, não é respeitado, como o relatado em Marãiwatséde.</p>
<p>Daduwari conta que as fazendas ficam muito próximas à TI e o uso contínuo de veneno para combater as pragas nas plantações impactam diretamente a saúde da comunidade. &#8220;Todas as fazendas perto da aldeia usam agrotóxico. Elas ficam a 10, 13, 30 quilômetros da aldeia. Aí a gente começa a ter febre, dor de cabeça. A gente respira isso, bebe isso, aí passa mal&#8221;.</p>
<p><strong>Denúncias e reivindicações antigas</strong></p>
<p><div id="attachment_4034" class="wp-caption alignleft" style="width: 250px"><a href="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/04/177327353651658779367f1.jpg"><img src="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/04/177327353651658779367f1-240x300.jpg" alt="" title="177327353651658779367f1" width="240" height="300" class="size-medium wp-image-4034" /></a><p class="wp-caption-text">Polo Base de Saúde de Marãiwatséde</p></div>Desde 2004, os indígenas e os profissionais de saúde reivindicam, em vão, melhorias na assistência dos serviços públicos em Marãiwatséde. E não só lá. A precariedade do atendimento à saúde indígena parece um problema sem solução, a julgar ´pelas denúncias recorrentes feitas por diversos povos indígenas como os Yanomami, por exemplo. <strong>(<a href="http://www.socioambiental.org/nsa/detalhe?id=2272">veja especial que o ISA produziu em 2006 sobre a questão</a>)</strong>.</p>
<p>Em maio de 2012, os Xavante denunciaram ao Ministério Público Federal em Mato Grosso (MPF-MT) que as unidades de saúde dos municípios mais próximos à aldeia, como São Félix do Araguaia, Alto Boa Vista, Bom Jesus do Araguaia, Ribeirão Cascalheira, Canarana e Água Boa frequentemente boicotam o atendimento aos indígenas. Denúncia reforçada recentemente pelas técnicas de enfermagem em carta enviada ao MPF.</p>
<p>&#8220;Só conseguimos vaga de internação para os Xavante em Água Boa. Outro dia tive que pedir uma ambulância para a prefeitura de Bom Jesus do Araguaia e como resposta a Secretaria Municipal de Saúde me disse que seria ‘a primeira e a última vez que mandaria uma ambulância’, pois o município não recebe nenhum recurso para cuidar de índio. Os índios são discriminados e nós, como profissionais de saúde, também&#8221;, relata Lucia Nunes, técnica de enfermagem que trabalha no Polo Base Marãiwatséde.</p>
<p><div id="attachment_4037" class="wp-caption alignright" style="width: 250px"><a href="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/04/654657950516588634ad75.jpg"><img src="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/04/654657950516588634ad75-240x300.jpg" alt="" title="654657950516588634ad75" width="240" height="300" class="size-medium wp-image-4037" /></a><p class="wp-caption-text">Profissionais de saúde reclamam das condições precárias em que trabalham.</p></div>Catorze anos após a criação de um modelo específico de atendimento aos indígenas dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), a situação permanece precária não só para os índios que imploram por atendimento digno, mas para os profissionais que se aventuram nas aldeias.</p>
<p>A falta de equipamentos básicos para atendimento aos índios no Polo Base de Marãiwatséde, a falta de remédios e de transporte também constam na lista das enfermeiras e indígenas ao MPF, Sesai e à Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República.</p>
<p>Na carta, protocolada este ano, as enfermeiras relatam a falta de condições em que são obrigadas a trabalhar e a negligência das autoridades competentes – uma vez que o assunto, segundo elas, já foi encaminhado aos responsáveis. De acordo com o documento, o posto de saúde serve tanto para atendimento aos indígenas como para acomodação da equipe médica. Não possui forro, nem instalações adequadas para armazenamento de utensílios médicos. A carta diz ainda que há uma fossa estourada. <strong>(<a href="http://www.socioambiental.org/banco_imagens/pdfs/denuncia_saude.pdf">Leia aqui</a>)</strong></p>
<p>&#8220;Vou com frequência a Marãiwatséde e nunca vi fossa aberta. Se isso acontece, repasso a responsabilidade aos profissionais de saúde que atendem lá. Eles têm autonomia para resolver essas questões. Isso não é motivo para uma crise no atendimento à saúde&#8221;, diz o coordenador do DSEI Xavante.</p>
<p>Em seu discurso na aldeia, durante o festejo de &#8220;entrega da terra&#8221;, o secretário de Saúde Indígena, Antônio Alves prometeu resolver algumas questões. Afirmou que o projeto de ampliação e reforma do posto de saúde está pronto e que a Sesai irá construir alojamento para os profissionais, além de destinar mais um veículo para remoção dos doentes na aldeia. </p>
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		<title>Casa de sementes é inaugurada no Parque Indígena do Xingu</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Apr 2013 15:26:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A estrutura, na aldeia yudjá Tuba Tuba, contribuirá para a organização do trabalho dos indígenas e para a qualidade das sementes entregues à Rede de Sementes do Xingu
Por Dannyel Sá, ISA
O trabalho de coleta de sementes ganhou mais uma aliada no Parque Indígena do Xingu (PIX), em Mato Grosso (MT): uma casa própria. Construída na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span id="more-4029"></span><i>A estrutura, na aldeia yudjá Tuba Tuba, contribuirá para a organização do trabalho dos indígenas e para a qualidade das sementes entregues à Rede de Sementes do Xingu</i></p>
<p>Por Dannyel Sá, ISA</p>
<p><div id="attachment_4030" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/04/DSC042181.jpg"><img src="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/04/DSC042181-300x225.jpg" alt="" title="DSC04218[1]" width="300" height="225" class="size-medium wp-image-4030" /></a><p class="wp-caption-text">Casa de sementes na aldeia Tuba Tuba, no PIX (MT). Foto: Dannyel Sá/ISA</p></div>O trabalho de coleta de sementes ganhou mais uma aliada no Parque Indígena do Xingu (PIX), em Mato Grosso (MT): uma casa própria. Construída na aldeia Tuba Tuba, do povo Yudjá (Juruna), a estrutura dará mais autonomia aos coletores indígenas do Baixo Xingu e contribuirá para a qualidade das sementes ofertadas pelos xinguanos à Rede de Sementes do Xingu.</p>
<p>É a primeira casa de sementes do PIX e além das sementes coletadas na aldeia Tuba Tuba, o local também receberá as coletas de outras duas aldeias yudjá: Paksamba e Pequizal.</p>
<p>“Essa casa foi uma demanda deles para melhorar a organização do trabalho. Será um entreposto onde os Yudjá poderão guardar corretamente as sementes antes levá-las até a casa de São José do Xingu”, explica José Nicola Costa, biólogo e responsável pela Rede de Sementes do Xingu.</p>
<p>O trabalho será coordenado pela Associação Yarikayu, mentora da proposta de melhorar a infraestrutura de armazenamento das sementes florestais no Parque. A associação será responsável por recebê-las e armazená-las até juntar a quantidade ideal para transportá-las para as casas de sementes localizadas fora do PIX, garantindo a qualidade e a identidade das sementes comercializadas pela Rede.</p>
<p>Antes da construção da casa de sementes, os indígenas guardavam as espécies coletadas em casa, em condições que poderiam prejudicar sua qualidade. “Mesmo sem ar-condicionado ou desumidificador, que contribuem para a qualidade de armazenamento, a casa da Tuba Tuba oferece condições melhores para os indígenas, pois quando eram armazenadas em suas casas, as sementes poderiam ser contaminadas por insetos e brocar. Agora, num local apropriado, o risco é menor, sobretudo com o uso dos toneis de papelão para guardá-las. Além disso, como as sementes que eles coletam duram mais tempo, não necessitam de temperaturas tão baixas para manter sua qualidade”, explica Costa.</p>
<p>Os testes de germinação, os experimentos de quebra de dormência de sementes, o controle de qualidade das espécies entregues, e a separação das que serão utilizadas nos plantios de restauração de áreas degradadas serão realizados na casa de sementes de São José do Xingu (MT).</p>
<p>Os Yudjá foram um dos primeiros povos do PIX a comercializar as sementes florestais para as iniciativas de reflorestamento das nascentes do Rio Xingu (MT), realizadas no âmbito da campanha Y Ikatu Xingu. Os povos Ikpeng, Kawaiwete e Waurá também entregam sementes à Rede. Além dos Kisêdjê, Panará, Xavante e Karajá fora do Parque. Até hoje, os povos do Xingu já entregaram mais de quatro toneladas de sementes, gerando mais de R$ 100 mil de renda para os indígenas.</p>
<p>As casas de sementes foram construídas pelo ISA por meio de parcerias com o Fundo Casa e a Fundação Rainforest da Noruega (RFN). </p>
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		<title>ISA lança edição atualizada do livro Plante as árvores do Xingu e Araguaia</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Mar 2013 19:22:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Guia traz informações práticas sobre identificação, coleta e manejo de sementes, plantio e usos de árvores nativas da região dos rios Xingu, Araguaia e Teles Pires, no estado de Mato Grosso
Por Instituto Socioambiental, ISA
Lançada para suprir a necessidade de materiais didáticos adaptados à realidade local e regional, o ISA lançou uma edição revisada e ampliada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span id="more-3968"></span><i>Guia traz informações práticas sobre identificação, coleta e manejo de sementes, plantio e usos de árvores nativas da região dos rios Xingu, Araguaia e Teles Pires, no estado de Mato Grosso</i></p>
<p>Por Instituto Socioambiental, ISA</p>
<p><a href="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/03/capa.jpg"><img src="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/03/capa-128x300.jpg" alt="" title="MIOLO-parte0_F.indd" width="128" height="300" class="alignleft size-medium wp-image-3969" /></a>Lançada para suprir a necessidade de materiais didáticos adaptados à realidade local e regional, o ISA lançou uma edição revisada e ampliada do livro <i>Plante as árvores do Xingu e Araguaia</i> <strong>(<a href="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/03/plante-novo-baixa.pdf">faça o download da publicação aqui</a>)</strong>. Após dois anos de intenso trabalho, a publicação traz 89 espécies ilustradas para contribuir no trabalho de técnicos e coletores de sementes em sua identificação. Dessas, 85 ainda não haviam sido publicadas nas edições anteriores do livro.</p>
<p>Em 2007, o ISA lançou a primeira versão da publicação com o objetivo de apresentar aos plantadores e demais interessados as 13 espécies que mais se destacavam nos plantios agroflorestais em andamento <strong>(<a href="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2010/05/plante-as-arvores-do-xingu.pdf">acesse o livro aqui</a>)</strong>. Em 2009, a segunda edição foi ampliada e trouxe 73 espécies com informações detalhadas <strong>(<a href="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/03/v2-guia-de-identificação.pdf">acesse o livro aqui</a>)</strong> e um manual do plantador <strong>(<a href="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/03/v1-manual-do-plantador.pdf">acesse aqui</a>)</strong>.</p>
<p>“A seleção de espécies dessa nova edição levou em consideração três critérios: espécies com acúmulo significativo de conhecimento empírico sobre coleta, beneficiamento, germinação, plantio, uso e manejo; espécies comprovadamente ótimas para semeadura direta; e espécies potenciais para semeadura direta com baixa demanda/coleta”, explica Eduardo Malta, biólogo e organizador da publicação.</p>
<p>O guia foi construído de forma colaborativa entre técnicos e coletores da Rede de Sementes do Xingu e seus textos sobre as técnicas de produção de sementes, seus usos e nomes populares foram debatidos e aprovados com um grupo de 80 coletores e técnicos durante o encontro anual da Rede de Sementes do Xingu de 2012.</p>
<p>“A ideia é que esse novo formato proposto também instigue as pessoas a levar o livro para a floresta. Pois com ele nas mãos, qualquer um poderá descobrir o nome da árvore que tem na sua frente e, a partir daí, seus nomes populares, científicos, descobertas científicas sobre a espécie, conhecimentos tradicionais e usos culturais associados a ela, além de dicas práticas de coleta, plantio e uso”, ressalta.</p>
<p>A publicação é mais um estímulo ao trabalho realizado pelos coletores da Rede de Sementes do Xingu, pois além das dicas, que devem contribuir para o aprimoramento da qualidade das sementes produzidas pela Rede, o guia deverá diminuir as dúvidas dos coletores sobre os nomes científicos de árvores que são muito parecidas e reafirmar seus nomes populares mais utilizados. </p>
<p><div id="attachment_3980" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/03/DSC7660.jpg"><img src="http://www.yikatuxingu.org.br/wp-content/uploads/2013/03/DSC7660-300x199.jpg" alt="" title="_DSC7660" width="300" height="199" class="size-medium wp-image-3980" /></a><p class="wp-caption-text">Sementes de feijao de porco. Assentamento Manah, Canabrava do Norte (MT). Foto Alexandre Macedo</p></div><br />
Hoje, a Rede de Sementes do Xingu conta com mais de 300 coletores nos meios urbano, rural e em aldeias indígenas. Criada em 2007 para suprir a demanda por sementes para os plantios realizados no âmbito da Campanha Y Ikatu Xingu, ela é peça-chave no trabalho de restauração de quase três mil hectares de áreas degradadas na bacia do Rio Xingu e está presente em 21 municípios, 18 assentamentos e 17 aldeias de Mato Grosso. Diante da dimensão que o trabalho da Rede vem ganhando nos últimos anos, qualificar a coleta, o beneficiamento e o armazenamento das sementes, segundo Malta, garantirá aos clientes da Rede a compra de um produto melhor, contribuindo cada vez mais com a restauração florestal do Brasil.</p>
<p>Além da versão online, a terceira edição do <i>Plante as árvores do Xingu e Araguaia</i> está disponível para venda na página do ISA, por R$ 30. Acesse <strong><a href="http://www.socioambiental.org/loja/detalhe_produto.html?id_prd=10412">aqui</a></strong>. </p>
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		<title>MMA e Mapa firmam parceria para incentivar regularização de propriedades rurais</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Mar 2013 17:05:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Flávia Albuquerque, Agência Brasil
O Ministério do Meio Ambiente e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento assinaram na segunda-feira (11), na capital paulista, acordo de cooperação técnica para regularização ambiental de imóveis rurais, por meio do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Os ministérios serão parceiros no incentivo aos produtores a se inscreverem no CAR. Um serviço [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span id="more-3964"></span>Flávia Albuquerque, Agência Brasil</p>
<p>O Ministério do Meio Ambiente e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento assinaram na segunda-feira (11), na capital paulista, acordo de cooperação técnica para regularização ambiental de imóveis rurais, por meio do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Os ministérios serão parceiros no incentivo aos produtores a se inscreverem no CAR. Um serviço de satélite captará imagens de todas as propriedades rurais para conferir a situação de cada uma delas.</p>
<p>A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, explicou que existem cadastradas no Instituto Brasileiro de Colonização e Reforma Agrária (Incra) 5,4 milhões de propriedades em todo país. O sistema começa a operar neste ano fotografando todas as propriedades e a ideia é montar uma base de dados que servirá para fazer a regularização ambiental. “As imagens são base do cadastro. As propriedades serão marcadas e identificadas e o próprio sistema diz se ali há uma área de preservação permanente (APP) e outros dados”.</p>
<p>A ministra disse que, identificadas áreas onde é necessário recuperar as APPs, será definida uma estratégia de recuperação ambiental junto com o órgão competente do estado e de acordo com o bioma local. “Nós precisamos do cadastro para poder definir a estratégia estado por estado, bioma por bioma, considerando bacias hidrográficas, nascentes, rios, culturas etc. É um trabalho que vai exigir engajamento de todo o país”. O sistema está sendo disponibilizado pelo Ibama para que os estados comecem a usá-lo assim que decidirem. A orientação do ministério é a de não tirar ninguém do campo, mas recuperar as áreas com total transparência.</p>
<p>O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, ressaltou que o cadastro é a segurança e a proteção do produtor com relação ao que ele está fazendo em sua propriedade a respeito do meio ambiente. “Com o CAR, nenhum produtor vai escutar discurso desnecessário. Muitos produtores estão assustados com o cadastro porque muita gente os assustam, dizendo coisas que não são verdade. O CAR vai permitir que eles tenham uma defesa ao seu alcance. Vai mostrar que as coisas não são tão sérias assim, que produzem para a alimentação e não agridem o meio ambiente”, finalizou.</p>
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